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French Mission

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André Penteado: Skull used for anatomical studies. dom joão vi museum (french mission series), 2017 Digital Print On Cotton Paper 120 X 100 Cm © Courtesy of the Artist and Zipper Galeria
French Mission

Rua Estados Unidos, 1494
01427-001 São Paulo
BR
July 20th, 2017 - August 16th, 2017

QUICK FACTS
WEBSITE:  
http://www.zippergaleria.com.br
NEIGHBORHOOD:  
Cidade
EMAIL:  
zipper@zippergaleria.com.br
PHONE:  
+55 11 4306-4306
OPEN HOURS:  
Mon-Fri 10-7; Sat 11-5

DESCRIPTION

In his first solo show at Zipper Galeria, the artist André Penteado investigates the reminiscences and visual unfoldings of the delegation that landed in Rio de Janeiro at the beginning of the 19th century to establish the Imperial Academy of Fine Arts, the first official art school in Brazil. The exhibition “French Mission” features a cut of the production included in the artist's homonymous photobook, also released this month. Moacir dos Anjos signs the critical essay for the exhibition.


Em sua primeira individual na Zipper Galeria, o artista André Penteado investiga as reminiscências e os desdobramentos visuais da delegação que desembarcou no Rio de Janeiro no início do século 19 com a meta de instituir a Academia Imperial de Belas Artes, primeira instituição oficial de ensino de artes no país. A exposição “Missão Francesa” tem texto crítico assinado por Moacir dos Anjos e apresenta um recorte da produção incluída em fotolivro homônimo do artista, também lançado neste mês. A mostra na Zipper fica em cartaz até 16 de agosto.

A nova série é a segunda fase do projeto “Rastros, Traços e Vestígios”, em que o artista pretende retratar cinco temas da história brasileira. Já concluiu dois – Cabanagem (2014) e Missão Francesa (2017) – e tem um em andamento – Farroupilha, previsto para o próximo ano. “Não sou historiador e não pretendo explicar os processos. Minha intenção é gerar uma sensação do presente a partir de vestígios do passado”, reflete. O artista, no entanto, afirma haver um paralelo entre historiadores e fotógrafos: “Ambos partem da realidade, mas suas construções são sempre ideológicas”.

Em uma dessas construções, ele questiona a importação de matrizes para sanar questões nacionais. “No Brasil, ainda hoje vinga o ideário de que a importação de modelos podem resolver nossos problemas”, ele afirma. Em seu método próprio de investigação, André se aproxima do trabalho arqueológico. “Eu junto as imagens e busco uma conexão entre elas, experimentando relações, em tentativas e erros, para formar alguma coerência narrativa”.

Esta abordagem “técnica” fica evidente nos aspectos formais dos trabalhos. Produzidas com tripé e uso de flash, as fotografias remetem às máquinas automáticas. São duras, estruturadas, cruas – o que, propositalmente, transmite a racionalidade com que o artista confronta a realidade. “Os temas são complexos e envolvem muita paixão. Eu busco o oposto no meu trabalho. É quase uma fotografia forense”, analisa.

Trabalhos da mesma série estão também na mostra coletiva Antilogias, em cartaz na Pinacoteca do Estado até sete de agosto. Ainda neste mês, o artista realiza uma exposição individual sobre a Missão Francesa no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, que abriga a mais importante coleção sobre o período. Na Zipper, “Missão Francesa” fica em cartaz até 16 de agosto.

Sobre o artista

A obra de André Penteado (São Paulo, 1970) se baseia na ideia de que a fotografia, dada a sua banalidade no mundo de hoje, é uma das mais interessantes e complexas mídias para o desenvolvimento de trabalhos de arte. Produzindo desde 1998, o artista já realizou nove exposições individuais e participou de mais de vinte coletiva no Brasil, Argentina, Espanha e Inglaterra, onde viveu por sete anos. Em 2013, venceu o Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger com o trabalho O Suicídio de meu pai; em 2014, teve seu projeto Tudo está relacionado selecionado para o Rumos Itaú Cultural 2013-2014. Tem quatro fotolivros publicados: O suicídio de meu pai (2014), Cabanagem (2015), Não estou sozinho (2016) e Missão Francesa (2017).

Texto crítico

Crítico de arte, pesquisador e curador, Moacir dos Anjos foi curador do pavilhão brasileiro (Artur Barrio) na 54ª Bienal de Veneza (2011), curador da 29ª Bienal de São Paulo (2010), co-curador da 6ª Bienal do Mercosul, Porto Aelgre (2007), e curador do 30º Panorama da Arte Brasileira, Museu de Arte Moderna (2007), em São Paulo. Foi curador da mostra coletiva Cães sem Plumas (2014), no MAMAM e de exposições retrospectivas dos trabalhos de Cao Guimarães (2013), no Itaú Cultural, e de Jac Leirner (2011), na Estação Pinacoteca, ambas em São Paulo. Publica regularmente em revistas acadêmicas e catálogos de exposição. É autor, entre outros, dos livros Local/Global. Arte em Trânsito (Zahar, 2005) e ArteBra Crítica. Moacir dos Anjos (Automátia, 2010), além de editor de Pertença, Caderno_SESC_Videobrasil 8, São Paulo (SESC/Videobrasil, 2012).

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