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We Chose Life . What Now, Georg? Tshirts ?

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Adriano Costa: Pintura porco, 2015 Acrílica Sobre Madeira 98 × 55 × 1 Cm © Courtesy of the Artist and Mendes Wood DM
We Chose Life . What Now, Georg? Tshirts ?

Rua da Consolação 3358
01416-000 São Paulo
Brazil
May 26th - August 4th

QUICK FACTS
WEBSITE:  
http://www.mendeswood.com
EMAIL:  
info@mendeswood.com
PHONE:  
+55 11 3081 1735
OPEN HOURS:  
Mon-Sat 10-7

DESCRIPTION

You want to know about the show. What it will be ... good question. It's my second show in the main gallery room. I'll use two spaces, the back room as well. Which is really cool. The show has a lot of  lack of control not only mine, but of the world, really. It has a half apocalyptic environment of my studio mixed with my last exhibitions and what was left of them.
I’m talking about Brazil, especially about São Paulo (city is burning!), About Art, subjects that I might even like to see myself free, but it's impossible. I can’t see how keep our feet hands head and body all out of this crazy darkness that is TODAY. In fact I think that this time is quite interesting. Lot of good stuff has come out of it and comes more. The title of the show is We Chose Life . What Now, Georg? Tshirts ? maybe I have to correct the title, I'm lousy in some languages constructions haha. Even in Portuguese ... Remember (maybe not ... you're young ..When George Michael
appeared in 1984 in the video of "Wake me up before you go go". wearing a white T-shirt written CHOSE LIFE. So: the title of the show comes from there.
be alive, fight to be able to be the way I want, and extend this right not only for me, ... finally, I see this moment, where it seems that we are walking 50 years backwards, grimace, full of rules, people wanting gay cure, dictatorship, extremists in the streets screaming openly against minorities (so ridiculous to call gays, lesbians, transvestites, trans, artists and so on .... "minority" in a country like Brazil hahah), people like me: faggot and artist hahah ... anyway my friend: the title of the show calls us all to a big AND NOW? WE HAVE TO DO SOMETHING. This my “something” has no specific flag. There are a lot of them. I think about a clear dialogue without pre-conceived actions or re-actions .... Which is very difficult. I think we can include the famous "Art System" (heavy term haha) ... we're all in the same boat., in the same place, curator, gallerist, artist ...

In physical terms, this show is much about what happens at my studio. I do not have a rational explanation for this ... for now ... I think it takes time ..  Eu vou pro meu studio. I go to my studio. I listen music. I can even say that this exhibition has some themes: "I 'll Keep On Holding On" by Marvelettes has been in my head since the end of last year ... a crazy addiction. It started the same way as Bowie's "Up the Hill Backwards" when I was in a Cologne residence, minus 15 degrees, my knee half broken, and the feeling that all was "fucked up." In these girls’ song you find this evil patience "No matter where you run, boy No matter where you hide, boy Oh you'll never get away, boy ... "... hahaha that was and is a bit the way I see and live the world today.  It's not easy for anyone, everyone knows ..... But I'm still here.

I’ll present a series of sculptures that I titled "masks". . They are made of a gigantic amount of materials. There's an interesting thing here: I didnt do any prior research on ritualistic masks but they have something very mysterious about it. They are among the totally mundane, the garbage (one of the cliches always attributed to my work that ... I actually think it's a mistake ... the notion of what GARBAGE is a very peculiar thing ....) and the almost religious thing that surrounds this .

There's another nice thing about this show ... I use some of the works of other artists of my generation as a starting point to talk about the city and how it changed. A certain tension between different weights, temperatures, in short, the nature of the materials that I use like marble, bronze, fabric or EVERYTHING THAT WAS ON THE GROUND OF MY STUDIO is one of the arms of the show. The show is very physical. Each sculpture tells a story that mixed with the others, forms a rather linear puzzle. But there's a story here. I do not make boring exhibitions. That is the only certainty.

Adriano Costa (1975, São Paulo) lives and works in São Paulo, Brazil.
His solo exhibitions include wetANDsomeOLDstuffVANDALIZED
byTHEartist, Kölnischer Kunstverein, Cologne (2018); B A  I   L    E, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo (2018); DearMeatCutsDevilMayCry, David Kordansky Gallery, Los Angeles (2016); Every Camel Tells a Story, Mendes Wood DM, São Paulo (2015).
Aditionally, his work has been included in institutional group exhibitions as Everyday Poetics, Seattle Art Museum, Seattle (2017); Frucht & Faulheit, Lothringer13 Halle, Munich (2017);  IMAGINE BRAZIL, Astrup Fearnley Museet, Oslo & Musee D’Art Contemporain de Lyon, France (2014).


vc quer saber do show . O que que vai ser ... boa pergunta. 
É a minha primeira exposição na sala principal da galeria . Eu vou usar os dois espaços, A sala do fundo também . O que é muito legal.  O show tem muito de um descontrole não só meu, mas do mundo, mesmo. Tem uma temperatura meio apocalíptica do meu estúdio misturado com as minhas últimas exposições e o que ficou delas.  Falo sobre o Brasil, em especial sobre São Paulo ( cidade fervendo ! ) , sobre Arte, assuntos  que talvez eu até gostasse de me ver livre, mas é impossível. Não vejo como não ter todos os pés mãos cabeça e corpo todo  nessa escuridão doida que é o HOJE. Na verdade eu acho esse tempo Bem interessante. Muita coisa boa tem saído daí e vem mais.  O nome da expo é We Chose Life . What Now, Georg? Tshirts ?
talvez eu tenha que dar uma corrigida nesse título, sou péssimo em algumas construções linguísticas hahah . Mesmo em Português... Lembra ( talvez não... vc é jovem..quando O George Michael 
aparecia em 1984 no videoclip de "Wake me up before you go go". usando uma camiseta branca escrito CHOSE LIFE . Então : o título do show vem daí. Escolher estar vivo, lutar para poder ser do jeito que eu quiser, e estender esse direito não só pra mim, ... enfim, eu vejo esse momento ,  onde parece que a gente tá voltando 50 anos pra trás , careta, cheio de regras, gente querendo cura gay, ditadura, extremistas nas ruas gritando abertamente contra minorias ( tão ridículo chamar gays, lésbicas, pretos, travestis , trans , artistas e etc.... de “minoria” num país como Brasil hahah ), pessoas como eu : bixa e artista hahah... enfim meu amigo: o título do show chama nós todos pra um grande E AGORA ? A GENTE TEM QUE FAZER ALGUMA COISA. Esse meu  alguma coisa, não tem nenhuma bandeira específica. Tem um monte delas. Penso num diálogo limpo sem ações nem re-ações pré concebidas .... O que é muito difícil. Acho que a gente pode incluir o famoso “Art System “( termo pesado haha ) ... todo mundo tá no mesmo barco , no mesmo lugar, seja curador, galerista , artista..

Fisicamente falando, essa exposição é muito sobre o que acontece no meu estúdio . Não tenho uma explicação racional para isso... por agora... acho que isso leva tempo .. 
Eu vou pro meu studio. 
Ouço música . Eu posso até dizer que essa exposição tem uns temas :" I 'll Keep On Holding On"
das Marvelettes tá na minha cabeça desde o final do ano passado... um vício louco. Começou da mesma maneira que " Up the Hill Backwards " do Bowie quando eu tava numa residência em Cologne, 15 graus negativos, o joelho meio quebrado e a sensação de que "opa , fodeu ". Na música das meninas tem essa paciência malvada "No matter where you run, boy No matter where you hide, boy
      Oh you'll never get away, boy... " ... hahaha que era e é um pouco o jeito que eu vejo e vivo o mundo hoje. Não tá fácil pra ninguém , todo mundo sabe..... Mas eu sigo aqui.

Eu vou mostrar uma série de esculturas que eu chamo de  “máscaras”. . Elas são feitas de uma quantidade gigantesca de materiais. Tem uma coisa interessante aqui : eu não fiz nenhuma pesquisa a priori sobre máscaras ritualísticas mas elas têm uma coisa bem misteriosa. Ficam entre o totalmente mundano, o lixo ( um dos clichês sempre atribuído ao meu trabalho que ... na verdade eu acho um equívoco... a noção do que é LIXO é uma coisa bem peculiar.... ) e o quase religioso.

Tem uma outra coisa legal nesse show ... eu  uso alguns trabalhos de outros artistas da minha geração como start pra falar da cidade e de como ela mudou.  Uma certa tensão entre diferentes pesos , temperaturas, enfim, a natureza dos materiais que eu uso como mármore, bronze, tecido ou TUDO QUE TAVA NO CHÃO DO MEU ESTUDIO é um dos braços do show. O show é bem físico. Cada escultura conta uma história que  misturada ás outras, forma um quebra cabeça nada linear. Mas  tem uma historia aqui. Eu não faço exposição chata. Essa é a única certeza. 

Adriano Costa (1975, São Paulo) vive e trabalha em São Paulo, Brasil. Suas exposições individuais recentes incluem: 
wetANDsomeOLDstuffVANDALIZEDbyTHEartist, Kölnischer Kunstverein, Cologne (2018); B A  I   L    E, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo (2018); DearMeatCutsDevilMayCry, David Kordansky Gallery, Los Angeles (2016); Every Camel Tells a Story, Mendes Wood DM, São Paulo (2015)
Suas obras também foram inclusas em recentes mostras coletivas institucionais como Everyday Poetics, Seattle Art Museum, Seattle (2017); Frucht & Faulheit, Lothringer13 Halle, Munique (2017);  IMAGINE BRAZIL, Astrup Fearnley Museet, Oslo & Musee D’Art Contemporain de Lyon, França (2014).