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Duas matérias

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© Courtesy of the Artist and Mul.ti.plo Espaço Arte
Duas matérias

Rua Dias Ferreira 417/206
Leblon
22431-050 Rio de Janeiro
BR
May 31st, 2017 - July 15th, 2017

QUICK FACTS
WEBSITE:  
http://www.multiploespacoarte.com.br
EMAIL:  
multiplo@multiploespacoarte.com.br
PHONE:  
55 21 2259 1952
OPEN HOURS:  
Mon-Fri 10-6; Sat 10-2

DESCRIPTION

A artista plástica paulista, Célia Euvaldo, expõe desenhos e pinturas, inéditos e recentes, na Mul.ti.plo Espaço Arte

Duas matérias: desenhos que querem ser esculturas e pinturas com tinta preta e densa eaguada e translúcida. A artista paulista, Célia Euvaldo, abre no dia 30 de maio, na Mul.ti.plo Espaço Arte,  a mostra “Duas Matérias” - com trabalhos inéditos e recentes.  São cerca de 8 desenhos (em tamanhos médios 94 x 64 cm) realizados em 2016 e 8 pinturas, em óleo sobre tela,  da produção mais recente da artista (em formatos que variam entre 40 x 50 cm à  140 cm X 240cm), produzidas entre 2014 e 2017.

Os desenhos são colagens de papel preto pesado sobre papel japonês fino e leve. No processo da colagem, os papéis “trabalham”, enrugando, entortando.

         “Essas colagens querem ser esculturas. Elas querem também inverter os ´papéis´, nos dois sentidos da palavra. O papel mais resistente, o mais firme, que normalmente seria o suporte, está por cima do mais fino. Mas o mais fino não é mero suporte, ele é um segundo elemento que acontece de estar embaixo do outro. Ou, melhor, não embaixo, em relação com o outro. E esse outro, o papel mais consistente, nem sempre respeita os limites daquele sobre o qual ele se apoia, ultrapassando-os. Um atua sobre o outro, eles se deformam, abaulam, enrugam nessa interação”, explica Célia Euvaldo.

Nas pinturas, a matéria da tinta a óleo preta, densa, estriada entra em relação com a tinta diluída, em colorido rebaixado. A primeira deixa evidentes em sua textura as direções variadas das pinceladas – uma região mais conturbada –, enquanto a parte lavada fornece uma indicação sutil da aplicação da tinta em uma só direção – momento mais silencioso da pintura. No contato entre as duas matérias há, às vezes, contaminação de uma pela outra, como um arrepio provocado pelo atrito entre elas. A configuração é repetitiva, com o preto denso quase sempre na parte de baixo, às vezes na lateral, como se lá estivesse para evitar que a matériafluida se volatizasse, retendo-a com seu peso. Para que essas duas matérias se afirmem como coisas, partes da tela são deixadas sem pintar: cada uma tem sua configuração própria, o branco da tela que sobra funcionando como luz.

Essas pinturas são um novo caminho notrabalho de Célia Euvaldo. Até então, elas consistiam em uma única matéria, preta ou branca, em tinta densa, com o rastro das pinceladas em direções variadas, que eram reveladas pelo reflexo da luz. Eram feitas a partir de poucas operações, espalhar a tinta (com pincel ou vassoura) e alisá-la (com espátula ou rodo). As pinturas atuais inseriram uma nova operação: áreas de tinta diluída, em cores rebaixadas, contrapostas a áreas de tinta preta densa.

SOBRE CÉLIA EUVALDO

Célia Euvaldo (nasceu e vive em São Paulo) começou a expor em meados da década de 1980. Suas primeiras exposições individuais foram na Galeria Macunaíma (Funarte, Rio de Janeiro, 1988), no Museu de Arte Contemporânea (São Paulo, 1989) e no Centro Cultural São Paulo (1989). Ainda em 1989, ganhou o I Prêmio no Salão Nacional de Artes Plásticas da Funarte. Desde então tem exposto regularmente em mostras individuais e coletivas em galerias e instituições. Participou, notadamente, da 7ª Bienal Internacional de Pintura de Cuenca, Equador (2001) e da 5ª Bienal do Mercosul (2005). Realizou exposições individuais, entre outros, no Paço Imperial (Rio de Janeiro, 1995, 1999 e 2015/16), na Pinacoteca do Estado de São Paulo (2006), no Centro Cultural Maria Antonia (São Paulo, 2003 e 2010), no Museu de Gravura da Cidade de Curitiba (2011) e no Instituto Tomie Ohtake (São Paulo, 2013).

Em 2016, participou da mostra coletiva “Cut, Folded, Pressed & Other Actions” na David Zwirner Gallery, em Nova York.

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