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Polígrafa

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© Courtesy of the Artist and Mul.ti.plo Espaço Arte
Polígrafa

Rua Dias Ferreira 417/206
Leblon
22431-050 Rio de Janeiro
BR
November 24th, 2015 - January 16th, 2016

QUICK FACTS
WEBSITE:  
http://www.multiploespacoarte.com.br
COUNTRY:  
Brazil
EMAIL:  
multiplo@multiploespacoarte.com.br
PHONE:  
55 21 2259 1952
OPEN HOURS:  
Mon-Fri 10-6; Sat 10-2

DESCRIPTION

A parceria entre a galeria Mul.ti.plo Espaço Arte e a editora catalã Polígrafa continua rendendo bons frutos. Desta vez, uma exposição reúne obras – algumas inéditas – de artistas que fazem parte do acervo da galeria e que foram produzidas pela editora. A partir de 24 de novembro, poderão ser vistas quatro gravuras de Waltercio Caldas, resultado de uma estada de 15 dias do artista plástico na Espanha; obras inéditas de Cabelo e de Antonio Dias, que também foram, por intermédio da Mul.ti.plo, para as oficinas da gráfica este ano; e gravuras do catalão Antoni Tàpies, do búlgaro Christo e do venezuelano Carlos Cruz-Diez, entre outros, impressas pela Polígrafa.

“A mostra é para celebrar a consolidação dessa parceria, única no país. Não há outra galeria brasileira que tenha trabalhos em coautoria com uma gráfica deste porte”, explica Maneco Muller, consultor da Mul.ti.plo. A aproximação de Stella Silva Ramos, sócia da galeria, com José Aloy, um dos três donos da editora catalã, surgiu na primeira edição da ArtRio. Aloy já conhecia o trabalho da Mul.ti.plo – primeira galeria brasileira a expor, por exemplo, gravuras de Richard Serra, Frank Stella e Rauschenberg, Shapiro, entre outros artistas notáveis que nunca tinham sido vistos no país. A boa recepção por parte do público brasileiro às obras (além do contato direto que as sócias tinham com artistas que interessam à gráfica) estimulou Aloy a firmar a parceria.

De lá para cá, o intercâmbio só se intensificou. Já são várias coedições (entre elas o livro Universos, de Waltercio Caldas, no ano passado; duas gravuras e um objeto de Antonio Dias, em fevereiro deste ano; e 15 monotipias de Cabelo, em abril), um estande conjunto na SPArte deste ano e a representação exclusiva de obras impressas por eles. O resultado tem sido excelente: o Brasil passou a ser o país de sua maior comercialização – muito por conta da visibilidade que a Mul.ti.plo dá a este tipo de obra. “O contraponto desse nosso encontro é que a Polígrafa leva obras de artistas brasileiros, apontados por nós, para seus estandes nas principais feiras de arte do mundo”, conta Maria Cristina Magalhães Pinto, sócia de Stella na galeria.

Desta exposição fazem parte gravuras inéditas e recentíssimas de Waltercio Caldas. O artista foi convidado pela editora catalã para realizar um projeto em sua sede e, há dois meses, passou 15 dias nas oficinas da Polígrafa, em Barcelona, onde produziu oito gravuras. Destas, quatro estarão expostas na Mul.ti.plo. “São oito imagens em que considero os aspectos técnicos da gravura, utilizando vários procedimentos ao mesmo tempo, como silk screen em algumas, água forte em outras. Não fazem parte de uma série, cada uma tem um tamanho e uma proporção diferente dentro da página, mas todas têm em comum a tridimensionalidade: embora a mídia seja plana, de uma forma ou de outra há sempre um certo relevo, seja no papel, na textura ou na tinta”, explica o artista. “Watercio já fez gravuras em vários países do mundo, mas nos contou que não há nada igual à Polígrafa. É um processo impecável, há gravadores que não existem em nenhum outro lugar. E sabemos como o trabalho dos gravadores é determinante para o resultado final”, complementa Stella. 

A mostra traz ainda gravuras inéditas de Antonio Dias (gravura em metal, de 22,5cm x 76cm) e de Cabelo (monotipias, de 96cm x 72 cm), ambas recentes, e obras de Antoni Tàpies, Cruz Diez e Christo, entre outros, impressas pela gráfica catalã.

Mais antiga gráfica da Espanha, a Polígrafa surgiu durante a Era Franco, como continuidade à galeria Joan Prats, conhecida como um lugar de resistência contra o mercado de arte da época. Apoiando corajosamente uma minoria de artistas que não circulavam no meio oficial do Franquismo (como Miró e Picasso, por exemplo), tentava impor ideias libertárias de avanço e modernidade nas artes. Como consequência, foi fechada várias vezes pelo regime autoritário. A solução foi abrir uma gráfica, para que as obras continuassem circulando e os artistas tivessem visibilidade – assim surgiu a Polígrafa, hoje uma das mais importantes gráficas de gravuras do mundo.

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