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© Courtesy of the Artist and White Cube São Paulo
Paintings

Rua Agostinho Rodrigues Filho 550
São Paulo
Brazil
April 7th, 2015 - June 20th, 2015
Opening: April 6th, 2015 6:00 PM - 8:00 PM

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Closed since September 2015
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painting

DESCRIPTION

White Cube São Paulo is pleased to present an exhibition of recent work by Anselm Kiefer. The paintings in this exhibition explore themes of history, politics and landscape and, in particular, the vision of ‘The Morgenthau Plan’.

‘The Morgenthau Plan’, proposed in 1944 by United States Treasury Secretary Henry Morgenthau, Jr., was conceived to transform post-war Germany into a pre-industrial, agricultural nation in order to limit its ability to wage war. A polarising political act that in the artist’s words ‘ignored the complexity of things’, it sought to divide Germany into two independent states, annexing or dismantling all German centres of industry. Although ‘The Morgenthau Plan’ was never realised in its original form, it represented an alternative rural future, whereby the country would potentially be occupied more by farmland and plant-life than industry.

In this exhibition, Kiefer returns to the depiction of rural landscape and to one of his key symbols, flowers blooming through destruction and devastation. In these canvases, which echo both German Romantic painting and the turbulent landscapes of Van Gogh, huge, dark expanses of plant life – wheat or flowers – dominate two-thirds of the painting’s composition. Fertile and abundant and painted en masse, the plants are beginning to topple and decay, pictured from a perspective deep within their midst.

The notion of transformation and the alchemical has always been central to the artist’s practice and here Kiefer combines thick impasto layers of acrylic paint with metal, salt and electrolysed sediment to create unfixed surfaces, which physically change during the course of the painting’s existence. In one picture entitled Morgenthau – Plan: Saeculum Aureum (2014), an explosion of trampled and decaying purple and green vegetation is set against a stretch of golden sky, created by covering the top section of canvas with gold leaf, while in others, green copper sulphate suggests areas of dense cloud or pockets of organic decay. Kiefer’s singular approach to materials, clearly visible in these works, enacts an artistic alchemy creating experimental, playful and dynamic surfaces that are constantly in flux.

‘The Morgenthau Plan’ works present a cyclical view of past and future, part of a reflective process that addresses the fundamental absurdity of politics and the inherent power of landscape, exploiting the acute contradiction between the beauty of a rural, pre-industrial landscape and the destruction of an economic future that it represents. 


São Paulo, 25 de março de 2015 - A White Cube São Paulo inaugura, no próximo dia 7 de abril, Paintings, a primeira individual de Anselm Kiefer no país após 17 anos (a última aconteceu no MAM-SP, em 1998). O artista alemão - que no ano passado ganhou uma grande retrospectiva na Royal Academy de Londres e é frequentemente apontado pela crítica como um dos maiores nomes da arte contemporânea mundial - apresenta na galeria da Vila Mariana uma série de cinco pinturas em grande formato, nas quais explora temas como História, política, paisagem e, em particular, o Plano Morgenthau.

Proposto em 1944 pelo Secretário do Tesouro Americano Henry Morgenthau Jr, o plano foi concebido para transformar a Alemanha do pós-guerra em uma nação agrícola, pré-industrial, a fim de limitar a sua capacidade de fazer guerras. Um ato político polarizador que, na visão do artista, “ignorou a complexidade das coisas” e procurou dividir o país em dois estados independentes, anexando ou desmantelando todos os centros industriais germânicos.

Nesta mostra, Kiefer retorna à representação da paisagem rural e a um dos principais símbolos da sua pintura, flores desabrochando em meio a destruição e devastação. Nessas telas, que ecoam tanto a pintura romântica alemã como as paisagens turbulentas de Van Gogh, enormes e escuras extensões de vida vegetal - trigo ou flores - dominam dois terços da composição da pintura. Férteis, abundantes e matéricas, as plantas estão começando a desabar e decair, e são retratadas a partir de um ponto de vista de dentro da vegetação.

A noção alquímica e de transformação sempre foi central para a prática do artista e aqui Kiefer combina camadas empastadas de tinta acrílica com metal, sal e sedimentos eletrolíticos para criar superfícies não fixadas, que mudam fisicamente durante o curso de existência da pintura. Em uma obra intitulada Plano Morgenthau: Saeculum Aureum (2014), uma explosão de vegetação roxa e verde, pisada e em decomposição, contrapõe-se a um trecho de céu dourado, formado a partir do uso de folhas de ouro, enquanto em outros trechos o sulfato de cobre verde sugere áreas de nuvens densas ou bolsões de decadência orgânica. A abordagem singular de Kiefer aos materiais, bastante visível nestas obras, encena uma alquimia artística, criando superfícies experimentais, lúdicas e dinâmicas que estão constantemente em fluxo.

As obras inspiradas em O Plano Morgenthau apresentam uma visão cíclica do passado e do futuro, parte de um processo reflexivo que aborda o absurdo característico da política e o poder inerente da paisagem, explorando a aguda contradição entre a beleza de uma paisagem pré-industrial e rural e a destruição de um futuro econômico por ela representado.

Conforme bem resumiu o jornal inglês The Guardian, por ocasião da exposição na Royal Academy, “Kiefer é o mais resoluto dos artistas. Ele nunca se afastou do difícil e do sombrio; sua carreira é uma magnífica reprimenda para aqueles que pensam que a arte não pode lidar com os grandes temas, como história, memória e genocídio. No final, porém, o que fica com o espectador é o sentimento - esmagador, por vezes - que ele está sempre fazendo o seu caminho cuidadosamente em direção à luz.”

 

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