Bigindicator

Estrutura Quadro: Revisão e Desdobramentos

Event  |  Reviews  |  Comments
20140719164923-unnamed__3_
© Courtesy of the Artist and Galeria Marcelo Guarnieri - SP
Estrutura Quadro: Revisão e Desdobramentos

Al. Lorena, 1966
CEP 01424 006 São Paulo
SP
Brazil
July 28th, 2014 - August 23rd, 2014
Opening: July 26th, 2014 10:00 AM - 7:00 PM

QUICK FACTS
WEBSITE:  
http://www.galeriamarceloguarnieri.com.b...
NEIGHBORHOOD:  
Cidade
PHONE:  
+55 11 3063 5410
OPEN HOURS:  
Mon-Fri 10-7; Sat 10-5
TAGS:  
painting

DESCRIPTION

 

Galeria Marcelo Guarnieri - São Paulo is pleased to present from july 26 to august 23, 2014 the solo show by artist Marcus Vinícius.

The estrutura quadro(1) is a series of rules imposed by Marcus Vinícius for the construction and configuration of his production. Based on materials traditionally used in the making of artworks and in their exhibition, the artist defined what to use in his work, as well as the way that these elements should or can operate.

Once the rules are defined, the artist works step-by-step to find gaps, to see which new ideas and possibilities are admissible, within the limits he has imposed. And it is based on these gaps that his work unfolds. With the rules in place, the artist begins to accommodate geometric elements made of glass, wood and iron, always painted with only the colors available in the market, to form the surface of his paintings.

We thus arrive at Estrutura quadro: revisão e desdobramentos [Quadro Structure: Review and Developments]. In the exhibition, Marcus proposes the review of his previous series, along with developments which – as takes place in all his production – were indicated in the making of his works, in the search for better finishing, or a better accommodation of the various elements that compose the work.

In these developments, the artist has arrived at a new material, aluminum, which if we are concerned about following the rules of the estrutura quadro enters as an element of the frame. Based on this new material all the rules are repeated, the novelty being that in some works the aluminum is presented without a covering of paint; it is presented with its own essential aesthetic/formal characteristics. The works per se are aluminum frames/boxes, where the first layer is the protective glass, and the back is also aluminum. The narrow, approximately 1-cm space between the back and the glass is where everything takes place. The inner sides of the frames receive colored geometric cutouts. In this case, the painting’s construction is not apparent on the surface, as it normally is in the artist’s works.

The use of the raw material itself is perhaps the biggest novelty in Marcus Vinícius’s work, as in these aluminum works that lack a painted coating, and in the series where all we see on the surface is etching on the glass along with a few adhesive vinyl cutouts. Without a coating, the color presented to the viewer is the color of the material used.

The entire composition of these paintings by the artist seems akin to an industrial or even architectural composition. It’s not that there is no intelligence of painting in the work. The artist wisely prevents the restricted color palette from being a limiting factor in the work by using a combination of colors, where the yellow becomes warmer or cooler according to the color of the element placed beside it. The question is how it all fits together, like in the drawing of in architectural floor plan, where voids are inadmissible, the entire spatial composition within the estrutura quadro is organized and occupied. And in this way the work reveals its making; a more attentive gaze is able to decipher how it is put together, its differences of surface, its mode of construction.

Although his work concerns space, it advances into space very little, hardly at all. Only in the works of the series Listrados and Arrimados – where leaning panes of glass are supported on top of the works, or project out at an angle, held in grooves extending along their wooden surfaces – are they developed outside the rectangle or square of the piece. Even so, they are panes of glass; they advance into space but they project the light, the spectator and the space itself toward the work’s interior.

The space that is of interest here is the space between, which exists between the work’s surface and the wall; it is the totally fragmented space created on the surface of Marcus’s quadros, which seeks an inner space through illusion.

Text by Douglas de Freitas | July, 2014
Translation into English by John Norman

---
Marcus Vinícius, 1967 – São Paulo – SP, Brazil. Lives and works in Osasco, state of São Paulo, Brazil. Holds degree in visual arts from the Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Has participated in various solo shows and group exhibitions, most notably those held in the following spaces: Centro Universitário Maria Antonia - SP; Centro Cultural São Paulo – SP; Instituto Figueiredo Ferraz - Ribeirão Preto - SP; Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - SP; SESC Pompéia, Interlagos e Paulista - São Paulo - SP; Espaço Cultural Casa da Ribeira – Natal – RN, Museu Metropolitano – Curitiba – PR; Museu de Arte de Santa Catarina – Florianópolis – SC.

 
---
(1) In Portuguese, the word quadro has many connotations, including “frame,” “painting,” “square,” “quadrangle,” “surface” and “area.” No single word in English covers all these senses, making quadro in this context untranslatable. The phraseestrutura quadro  means “structure of the quadro.”

A Galeria Marcelo Guarnieri - São Paulo tem o prazer de apresentar de 26 de julho a 23 de agosto de 2014 a exposição individual do artista Marcus Vinícius.

A ‘Estrutura quadro’ é uma série de regras impostas por Marcus Vinícius para a construção e configuração de sua produção. O artista definiu, a partir dos materiais tradicionalmente usados na confecção e nos meios de exibição das obras de arte, o que empregar em seu trabalho, e a maneira que esses elementos devem ou podem atuar.

Estabelecidas as regras, o trabalho do artista é, passo a passo ir encontrando brechas, ver quais novas idéias e possibilidades são admissíveis, dentro dos limites impostos por ele. E é a partir dessas brechas que o trabalho se desdobra. Regras postas, o artista passa a acomodar elementos geométricos de vidro, madeira e ferragens, pintados sempre apenas com as cores disponíveis no mercado, para formar a superfície de suas pinturas.

Assim chegamos em ‘Estrutura quadro: revisão e desdobramentos’. Na exposição Marcus propõe a revisão de séries anteriores, e desdobramentos, que como recorre em toda sua produção, foram se apontando no fazer dos trabalhos, na busca do melhor acabamento, ou da melhor acomodação dos diversos elementos que compõe o trabalho.

Nesses desdobramentos, o artista chegou a um novo material, o alumínio, que se nos preocuparmos em seguir as regras da ‘estrutura quadro’, entra como elemento da moldura. A partir desse novo material todas as regras se repetem, a novidade é que em alguns trabalhos o alumínio se apresenta sem revestimento de tinta, ele é apresentado com suas características plásticas. Os trabalhos em si, são molduras-caixas de alumínio, onde a primeira camada é o vidro de proteção, e o fundo é também alumínio. No curto espaço entre o fundo e o vidro, de aproximadamente 1 cm, é que tudo acontece. As laterais internas das molduras recebem delicados recortes geométricos coloridos. A construção da pintura, neste caso, não se apresenta na superfície, como acontece normalmente nos trabalhos do artista.
Talvez seja o uso da matéria crua a novidade da vez na obra de Marcus Vinícius, o não revestimento de tinta destes trabalhos de alumínio, e a série onde o que vemos na superfície é apenas o efeito de uma acidulação no vidro, e alguns poucos recortes de vinil adesivo. Sem revestimento, a cor apresentada é a cor da matéria usada.

Toda a composição dessas pinturas do artista parece se assemelhar muito mais a uma composição industrial, ou até arquitetônica. Não que não haja no trabalho uma inteligência de pintura. A cartela limitada de cores, que deveria ser fator limitante de resultados, é sabiamente contornada pelo artista através da combinação das cores, onde um amarelo se torna mais quente ou mais frio de acordo com a cor do elemento colocado ao seu lado. A questão é o encaixe, como em um desenho de planta baixa arquitetônica, não é admissível o vazio, toda a composição espacial dentro da estrutura quadro é organizada e ocupada. E deste modo, o trabalho revela sua feitura, um olhar mais atento é capaz de decifrar seus encaixes, suas diferenças de superfície, seu modo de construção.

Se o trabalho lida com o espaço, avançar para o espaço ele avança muito pouco, quase nada. Apenas os trabalhos das series Listrados e Arrimados, onde vidros se apoiam sobre os quadros, ou se projetam apoiados em calhas das madeiras que compõe a superfície dos trabalhos, se desdobram para fora do retângulo ou quadrado do quadro. Ainda assim são vidros, avançam para o espaço, mas projetam a luz, o espectador e o próprio espaço para dentro.

O espaço que interessa aqui é o espaço entre, existente entre superfície do trabalho e a parede, e o espaço criado na superfície da pintura de Marcus, todo fragmentado, e que busca através da ilusão um espaço pra dentro.
 
Douglas de Freitas | Julho de 2014

 

ArtSlant has shutdown. The website is currently running in a view-only mode to allow archiving of the content.

The website will be permanently closed shortly, so please retrieve any content you wish to save.