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São Paulo

Pinacoteca do Estado de São Paulo

Venue Display
Pinacoteca do Estado de São Paulo
Praça de Luz., 2
01120-010 São Paulo
São Paulo
Brazil
Venue Type: Museum

Neighborhood:
cidade



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> CURRENT EXHIBITIONS & EVENTS
November 15th, 2014 - October 23rd, 2016 Gravura e Modernidade
 
January 1st, 2014 - December 30th Arte no Brasil: uma história na Pinacoteca de São Paulo
 
> QUICK FACTS
WEBSITE:  
http://www.pinacoteca.org.br
OPEN HOURS:  
Tue-Wed, Fri- Sun 10-6; Thu 10-10
PHONE:  
(11)3324.1000
COST:  
R$ 6 - (adult) R$ 3 (student) FREE Saturdays
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DESCRIPTION

Ao ser inaugurada, em 25 de dezembro de 1905, a Pinacoteca contava com 26 pinturas de artistas ligados à tradição oitocentista e clássica, a saber: Pedro Alexandrino (8), José Ferraz de Almeida Júnior (4), Antonio Ferrigno (1), Benjamin Parlagreco (3), Antonio Parreiras (2), Oscar Pereira da Silva (4), Pedro Weingärtner (2) e Berthe Worms (2). Em sua maioria, eram trabalhos adquiridos pelo Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria do Interior, inicialmente para figurarem no Museu do Estado (atual Museu Paulista); outros foram oferecidos pelos próprios artistas ou personalidades locais e, no caso da obra Cozinha na roça, de Pedro Alexandrino, a doação foi condicionada pela concessão de bolsa de estudos no exterior. A esse conjunto foram acrescentadas 33 obras quando da regulamentação da Pinacoteca como museu estatal em 1911: trabalhos de Georgina e Lucilio de Albuquerque, Dario e Mario Barbosa, Torquato Bassi, Benedito Calixto, João Batista da Costa, Aurélio de Figueiredo, José Monteiro França e Eliseu Visconti. Forma-se, dentro de uma tradição oitocentista e clássica, uma coleção de qualidade.

Contribui para o incremento do acervo a regulamentação de decreto que institui o Pensionato Artístico em 1912, por meio do qual ocorreu a doação de várias obras à entidade, destacando-se a incorporação de trabalhos de Victor Brecheret, Alípio Dutra, Anita Malfatti, Túlio Mugnani, José Wasth Rodrigues, entre outros. O acervo continuou se expandindo, sem contar com uma orientação definida. Da formação até os anos 1930, os trabalhos que compõem a coleção provêm de doações de famílias abastadas da sociedade local – incluindo obras de artistas franceses importadas por galerias em funcionamento no período –, aquisições do Estado e doações dos próprios artistas, com destaque para a grande quantidade de retratos. Importante fato a sublinhar é a presença, entre as inúmeras obras oitocentistas, dos quatro primeiros trabalhos de artistas ligados ao Modernismo, que passam a integrar o acervo da instituição a partir de meados da década de 1920: Victor Brecheret, com a doação do gesso La porteuse de parfum (1927); Anita Malfatti, legando ao museu Tropical e mais duas cópias da época em que participava do Pensionato Artístico (março de 1929); Lasar Segall, com a aquisição da obra Bananal, em 1928, e Tarsila do Amaral, com São Paulo, adquirido no ano seguinte. Na década de 1930, temos o ingresso da obra Mestiço de Candido Portinari (1934).

A partir de 1934, com a criação do Salão Paulista de Belas Artes, parte das obras que ingressam passa a vir por essa via, com valores qualitativos desiguais, várias delas ligadas a um academismo muitas vezes anacrônico. Como conjunto significativo de doações, podem ser destacados, entre outros, os espólios de Henrique Bernardelli (1937), J. M. Azevedo Marques (1949) e Alfredo Mesquita (doações em 1975 e 1976, e espólio em 1994), este último enriquecendo o contingente de obras modernistas e modernas; cabe destacar ainda a aquisição do espólio de Pedro Alexandrino (1944) e de um conjunto de cerca de quatrocentas gravuras de Marcelo Grassmann (1969).

A partir dos anos 1970, o acervo passa a abrigar novas categorias, como a fotografia e a reprografia, e são realizadas mostras sistemáticas, rediscutindo a arte brasileira e a própria coleção da instituição, com aumento do número de obras datadas dos anos 1940 até a atualidade. Destaca-se, nas gestões de Aracy Amaral, Fábio Magalhães e Maria Cecília França Lourenço, a entrada de obras relacionadas à Arte Concreta, à Nova Figuração, ao Pop e a outras tendências, além da inclusão de trabalhos de jovens artistas, prática que teve continuidade com os diretores seguintes.

Desde a década de 1990, uma política de ampliação do acervo deu prioridade ao preenchimento de alguns claros históricos, e houve crescente valorização da coleção de esculturas, contando a instituição atualmente com cerca de 7 mil obras, a única na cidade a abrigar conjunto significativo da arte brasileira dos séculos XIX e XX.


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