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São Paulo

Mendes Wood DM | Jardins

Exhibition Detail
A Step Under
Rua da Consolação 3358
01416-000 São Paulo
Brazil


April 5th - May 24th
 
Dreams  , Paloma BosquêPaloma Bosquê, Dreams ,
2014, Nanquim e linha de lurex sobre tela, 30 x 24 cm
© Courtesy of the artist & Mendes Wood DM
> QUICK FACTS
WEBSITE:  
http://www.mendeswood.com
NEIGHBORHOOD:  
Cidade
EMAIL:  
info@mendeswood.com
PHONE:  
+55 11 3081 1735
OPEN HOURS:  
Mon-Fri 10-7
> DESCRIPTION

By taking back the urban hermits, Paloma Bosquê presents, in her first solo exhibition – A Step Under –, pieces she has been developing in the basement of her building throughout the years. Not so restrained in her iconography, like Lucas Arruda, she also seems to establish a dialogue with her own work, as if it, as well as the artist, were sufficient in themselves. Two loners in search for expression. It is during the act of work, for instance, while rolling a wire around a piece of wood, that questions such as gravity, scale, color etc. arouse. Paying attention to the relationship between her body and the sculpture she looks for in the found objects, she tries to plastically re-signify it by putting pieces that were loose in the world, ready for a possible discard, together. In this process, imagination tries to misrepresent values, shuffling what seems rare with what is excessive, as is the case of “copper” ribbons, which are only made of lurex, that can be found in popular stores. It is also possible to use rosin, which is a disposable resin, and suddenly it reappears in the sculptures as something overrated.

The tension of the wires and between what is visible and invisible, depending on the point of view of the spectator, also suggests the latency of pieces. Therefore, time is inbuilt in the piece, since the sculpture itself carries the small interval between the stimulus of a pulse and its consequence in time and space. It is a paradox, in a way, since these are kinetic but inert pieces, at the same time. The work by Paloma Bosquê expresses a magical phantasy, the alchemy of the fusion of objects that are found in the artist’s basement-atelier-laboratory.

Considering the unexpected encounter of these three artists of the same generation, but who are deep down absolutely independent in their creative and productive styles, we can see how the mediation of a gallery that proposes to articulate a program is all about. In this place, it is possible to measure the success of one of the most difficult journeys. Three artists and three vocabularies that are completely different, but somehow complementary, prove the diversity of aesthetic experiences in the generation that developed its aesthetic vocabulary throughout the 1990s and the 2000s. It does not take much to see the beauty in the appearance of a new generation. And for that, it all seems like celebration to me.

Zeitgeist. This is what gives me pleasure. 


 

Retomando os eremitas urbanos, Paloma Bosquê apresenta na sua primeira individual — Um ponto antes — trabalhos que ela vem desenvolvendo no porão do seu edifício ao longo dos últimos anos. Não tão contida na sua iconografia como o Lucas Arruda, ela no entanto parece também estabelecer um diálogo com o seu próprio trabalho, como se ele, assim como a artista, se bastassem em si mesmo. Dois solitários em busca de uma expressão. É no ato de fazer o trabalho, por exemplo enrolar um fio num pedaço de madeira, que as questões vão surgindo como gravidade, escala, cor, etc. Atenta a relação do seu corpo com a escultura que ela procura nos objetos encontrados, ela busca resignificar plasticamente juntando peças que estavam soltas no mundo preparadas para um possível descarte. Nesse processo a imaginação busca falsear valores, embaralhando o que parece raro com o que existe em excesso, como no caso das fitas de “cobre”, que são apenas Lurex, material que pode ser adquirido no comércio popular da 25 de março, ou no uso do Breu, que na verdade não passa de uma resina para descarte, e subitamente reaparece nas esculturas como algo super valorizado.

A tensão dos fios e entre o que é visível e invisível dependendo da ponto de vista do espectador também sugerem uma latência nos trabalhos em si. Assim, o tempo está embutido na obra, pois a própria escultura carrega em si o pequeno intervalo entre o estimulo de um pulso e a sua conseqüência no tempo e no espaço. De certa forma é um paradoxo, pois são obras cinéticas mas inertes ao mesmo tempo. A obra da Paloma Bosquê exprime uma fantasia mágica, uma alquimia da fusão dos objetos que se encontram no porão-atelier-laboratório da artista.

Meditando sobre o encontro inesperado desses três artistas de uma mesma geração, mas que no fundo são absolutamente independentes nos seus estilos criativos e produtivos, podemos ver o que é a mediação de uma galeria que se propõem a articular um programa. É nesse lugar que se pode medir o sucesso de uma empreitada que é das mais difíceis. Três artistas e três vocabulários completamente diferentes mas de alguma forma complementares, atestam a diversidade de experiências estéticas corrente na geração que desenvolveu o seu vocabulário estético ao longo dos anos 1990 e 2000. Não preciso de muito para enxergar a beleza de ver uma nova geração surgindo. E por isso, tudo me parece uma celebração.

Zeitgeist. É isso que me dá prazer . 


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