Galeria UfficiEVENT
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Sempre com o objetivo maior de promover o intercâmbio das artes visuais e o seu diálogo com as vertentes da contemporaneidade, a Galeria Uffici trás, neste mês de agosto, um dos maiores nomes da Arte Brasileira. A Uffici apresenta a individual “Ivald Granato”, como também o lançamento do livro que mapeia e cataloga parte da trajetória deste artista fluminense, nascido em Campos, Rio de Janeiro, em 1949, e radicado em São Paulo desde os anos 70. Não é possível pensar a arte contemporânea brasileira sem citar Ivald Granato. Com destaque, há 40 anos, Granato contamina o conceito da arte, através da sua inquietude, irreverência e genialidade plástica. Hoje, aos 60 anos, encontramos nele a mesma verve criadora que se via nos anos sessenta, quando tinha apenas 20 anos, como um revolucionário que se integra ao seu tempo, e fornece combustível para outros caminhos na história das artes do seu país. Chamado por muitos críticos de “L’enfant terrible” das artes, Granato encontrou também no teatro e na performance conceitual, componentes imprescindíveis para constantemente ousar e retratar, com uma percepção única, o universo contemporâneo. A idéia de que toda obra é de fato um auto-retrato do artista se torna patente nas pinturas e desenhos de Granato. Captamos, em suas obras, fragmentos e elos que o retrata como um artista que possui voz influente e que interfere, com a sua obra seminal, em inúmeras participações tais como Bienais, Salões de Arte Moderna, e fortes movimentos artísticos nacionais. Longe das suas famosas e extravagantes festas, paralelas a grandes acontecimentos no mundo da arte, em São Paulo, que duravam dias, às vezes; Granato hoje encontra-se menos social, mas não menos inquieto, deixando claro que o protagonista daquele palco de inúmeras inspirações e laboratórios com artistas nacionais e internacionais, e outras personalidades que por lá passaram, permanece latente em cada gesto e em cada uma de suas obras. Do seu atelier, em Alto de Pinheiros, na cidade de São Paulo, Ivald Granato, dirige uma ONG (G-onze), grupo de onze artistas dos mais representativo das artes brasileiras, a edição do seu próximo livro, com 400 páginas, e uma agenda tão extensa quanto os dias do ano podem comportar. Em constantes viagens pelo mundo afora, Granato fecha acordos com Museus, Galeria de artes e Leilões para atender a uma programação de exposições itinerantes da ‘G-onze’, e da demanda sobre suas obras. Melhor que ninguém e mais atual que nunca, há trinta anos Mário Schenberg definiu Ivald Granato, crítica tão viva que nos levar a crer que o saudoso Schenberg escreveu para esta exposição: Fernando Ferreira de Araujo “Ivald Granato é uma das figuras mais enigmáticas e sedutoras da gráfica brasileira, é uma das mais difíceis de situar e compreender. Aproxima-se certamente da arte conceitual, mas ao mesmo tempo é visceralmente contrário a qualquer conceitualização. Viveu intensamente certas manifestações surrealistas e da arte mágica pós-surrealista, sem se deixar prender nelas. Absorveu e utilizou muito do abstracionismo, mas é essencialmente figurativo, e não menos totalmente caligráfico. Granato desenha como pura expressão corporal, refletindo caligraficamente com grande velocidade as suas vivências do instante, usando a linguagem gráfica que o empolga na gestualização espontânea. Por isso comunica, comovendo e convencendo, sem que se consiga explicar em palavras o conteúdo da comunicação.” Mário Schenberg #### |
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